Eu estava sentado nas cadeiras debaixo, onde realmente havia muito mais corintianos do que tricolores. Setenta por cento, calculo. Na geral, porém, não havia um só paulista. Nas arquibancadas, divididas ao meio pela Polícia Militar, é que se sentou o xis da questão. A parte corinthiana estava sim tão cheia quanto a tricolor, mas repleta de vascaínos, botafoguenses e rubro-negros. O motivo dessa mobilização dos rivais domésticos contra o Fluminense é simples: éramos bicampeões da cidade. Nosso time, chamado de Máquina, tinha Rivelino, o melhor jogador do mundo na época, Paulo César Caju, Carlos Alberto Torres, Gil, Dirceu, Edinho, Rodrigues Neto, Miguel, Pintinho, todos de Seleção Brasileira, sem falar no argentino Doval. Botafogo, Vasco e Flamengo estavam cansados de perder para o Flu. Apavorados com a possibilidade de serem gozados novamente, foram todos para o Maracanã engordar a torcida corinthiana. Havia até mesmo bandeiras rubro-negras no meio da Fiel.
O público pagante anunciado oficialmente foi de 146.043 pessoas, das quais, no máximo, 40 mil eram corintianos autênticos. O resto era tricolor ou carioca frustrado. Basta lembrar que, no ano anterior, mais de 90 mil tricolores assistiram à semifinal contra o Internacional no mesmo estádio." (...)






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